Arquivo da categoria: Mundo

Reunião do G7 termina com compromisso por um economia de baixo carbono

Os líderes do G7 (países mais ricos do mundo) terminaram sua reunião anual hoje, na Alemanha, com um anúncio histórico que potencialmente assinala o fim da era do combustível fóssil, naquilo que deve se transformar em um importante marco no caminho para um novo acordo climático em Paris. Continuar lendo

Meta de 2°C para conter o aquecimento global já era

Da Folha de São Paulo:

A meta de conter o aquecimento global a um acréscimo menor que 2°C –o limite que se convencionou chamar de “perigoso”– já está saindo do escopo de esperança dos cientistas. Esse processo de desilusão lento e doloroso, que dura no mínimo desde 2009, começa a tomar uma forma mais nítida agora, com a aproximação da cúpula do clima de Paris, a ser realizada em dezembro deste ano.

Um dos elementos que levam a essa constatação era algo que todos já esperavam: as promessas que os governos nacionais levarão ao ao encontro são insuficientes para colocar o planeta numa trajetória que desacelere suficientemente a temperatura antes de os 2°C se tornarem inevitáveis.

Leia artigo do Rafael Garcia completo.

Chega de apagão: superbateria pode impulsionar geração solar doméstica

Do Observatório do Clima:

Ter em casa baterias que armazenam energia solar para você usá-la mesmo à noite não é mais um cenário futurista. Na semana passada, a americana Tesla Motors, que fabrica carros elétricos, mexeu com o mercado ao anunciar um produto barato, para uso doméstico, que pode ser usado para armazenar energia a partir de painéis solares ou servir de reserva de durante apagões. A Tesla também anunciou que vai produzir baterias maiores para as empresas e serviços de distribuição de energia.

Leia aqui a notícia completa

Estudo indica tendência de queda no preço da geração de energia solar no Brasil e no mundo

Do Valor:

A energia solar deverá ser, em breve, a mais barata forma de se produzir energia elétrica em várias regiões do mundo. E a tendência de queda nos preços da energia solar, que é forte nos últimos anos, deverá continuar, mesmo considerando-se cenários conservadores e que não incluem inovações tecnológicas revolucionárias

Estas são duas das principais conclusões de um novo estudo sobre custos de energia solar do centro de pesquisas alemão Agora Energiewende, que trabalha com mudanças climáticas. O relatório “Current and Future Cost of Photovoltaics” estuda o custo da energia solar hoje e faz projeções para 2025 e 2050.

“Alguns analistas dizem que estamos próximos a uma ‘era solar’, mas outros acreditam no oposto: que a tendência de queda nos preços da energia solar irá acabar logo, pois esse mercado é erguido sobre muitos subsídios e que vai acabar em uma espécie de ‘bolha solar'”, diz Daniel Fuerstenwerth, diretor do projeto. “Queríamos jogar luz nesse debate e projetar o que pode acontecer no futuro.”.

Os cenários com as projeções de custo da energia solar foram desenvolvidos pela Fraunhofer ISE, o maior instituto de pesquisa em energia solar da Europa – que tem uma equipe de 1.200 pessoas.

O estudo considerou projetos de grandes usinas fotovoltaicas em diferentes países da Europa, América do Norte, África, Oriente Médio, além de Austrália, Índia, China e Brazil. Os pesquisadores levaram em conta o custo de desenvolvimento dos painéis estimando o preço de cada componente. Analisaram, também, as condições climáticas locais e o custo de capital. “Nos próximos 10 anos esperamos uma queda nos preços da energia solar produzida em grandes usinas de cerca de 30%, e de outros 30% até 2050, considerando os valores atuais”,
diz Fuerstenwerth

“A energia solar produzida hoje na Alemanha tem preços competitivos em relação à gerada por combustíveis fósseis e também em relação à eólica em terra”, diz ele. Em 2005, o preço da energia solar produzida em grandes projetos alemães era de € 0,40 por kWh. Em 2014 estas cifras caíram para € 0,09 por kWh. O preço da energia produzida em usinas eólicas onshore varia entre € 0,06 a 0,089 por kWh, e o da energia gerada em novas usinas de gás ou carvão oscila entre € 0,07 e 0,11 por kWh.

O estudo alerta, porém, que além das condições climáticas, marcos regulatórios e financeiros são fundamentais para reduzir o custo desta energia no futuro. “Quando se instala uma usina de energia solar é preciso um grande investimento no primeiro ano, mas depois é só produzir energia. Ter um marco regulatório claro e política pública firme é outro passo-chave para o êxito da fonte.

No Brasil, a pesada carga tributária tira a competitividade da fonte, diz Rodrigo Lopes Sauaia,diretor executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). “Hoje importar os insumos para produzir energia solar no Brasil significa arcar com uma cargatributária entre 405 e 60%”, diz ele.

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Novo acordo climático: o tamanho do problema

Da Vitae Civilis

Mais uma vez representantes de todos os países do mundo estão reunidos em Genebra para tentar avançar em um acordo que dê esperança de estabilização do clima do nosso planetinha. Um slide mostrado nesta reunião por John Christensen, diretor da UNEP, mostra o tamanho do problema que os negociadores têm que enfrentar.  Continuar lendo

Líderes empresariais fazem chamado para zerar emissões de gases de efeito estufa até 2050

Os líderes empresariais globais reunidos no B-Team, iniciativa que busca promover melhores formas de fazer negócios, demandaram hoje dos líderes políticos de todo o mundo que se comprometam em zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa (GEE) até 2050. O B-Team também demandou dos demais líderes empresariais globais que se juntem a esta visão e se comprometam com metas ousadas de longo prazo. Continuar lendo

O que o acordo Índia-EUA sobre energias renováveis tem a dizer para o Brasil?

Da Ambiente Energia:

O presidente norte-americano Barack Obama e o primeiro ministro indiano Narendra Modi firmaram um documento histórico para o combate às mudanças climáticas. Os EUA participarão de um megaempreendimento indiano de energia limpa. Não se trata apenas de um grande negócio: os números provam que este será um grande salto para que a Índia chegue a 2030 com 46% de seu setor elétrico movido pelas novas renováveis solar e eólica (36%) e pela hidroeletricidade (10%).

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Aquecimento global aumenta a proliferação de mosquitos

Do Planeta Sustentável:

A medida que o clima do planeta aquece – 2014 foi o ano mais quente registrado na história desde 1880, aumenta a incidência de doenças provocadas por mosquitos. Isto porque os insetos proliferam mais em temperaturas elevadas. A conclusão está na pesquisa elaborada por cientistas da United Nations University, no Canadá, divulgada recentemente. Eles fizeram o primeiro Mapa Global de Vulnerabilidade ao Vírus da Dengue. O estudo mostra que o centro e oeste da África estarão mais propensos à expansão da doença, mas outras regiões, onde até então não havia registros de dengue, também poderão ser afetadas. É o caso de muitos países da Europa e cidades montanhosas da América do Sul.

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Naomi Klein sobre a mudança climática: “uma crise desta proporção muda tudo”

Do The Ecologist:

Para a ensaísta e ativista Naomi Klein, o fracasso coletivo mundial de combate à mudança climática se resume a um grande problema: o choque entre o que é preciso ser feito para combater a mudança climática  e o poder corporativo fortalecido por uma ordem mundial neo-liberal triunfante. Nesta entrevista a Oliver Tickell, editor da revista The Ecologist, Klein defende que, depois de décadas de indecisão governamental, é hora de a sociedade civil se unir e construir um movimento radical pela ação climática.

Naomi Klein, ativista social, escritora e agora ativista ambiental, não é universalmente popular – mesmo entre os grandes grupos conservacionistas. Para ela, algumas das principais ‘big green” (grandes entidades ambientalistas) passaram a refletir os valores das corporações de cujo dinheiro passaram a depender – incluindo empresas que tentam fazer “greenwash”, ou seja, maquiar de verde seus negócios sujos.

Mas quando ela fez uma palestra recentemente em Oxford foi extremamente bem recebida pelo público, que se acotovelava nas galerias. A equipe do Teatro Sheldonian, o famoso salão cerimonial do século 17 da Universidade, disse que nunca tinha visto um palestrante ser recebido com tamanho arrebatamento por um público que é normalmente cínico e refratário.

Para o editor da The Ecologist, o novo livro de Naomi Klein, This Changes Everything, está repleto de histórias bem contadas, argumentos convincentes, idéias inspiradoras, provas irrefutáveis ​​- e promete ser um agente-provocador para a ação climática para os próximos anos.

Leia a reportagem completa (em inglês).

Investimento em empresas de energia alternativa prova ser bom negócio

Da The Tree:

Investir em energia limpa está cada vez mais valendo à pena e há números recentes para provar isso. Um índice do mercado de ações que exclui as empresas de combustíveis fósseis superou o índice  S&P 500 em 1,5% no ano passado. O índice, conhecido como FFIUS, é idêntico ao do S&P 500, mas foi estruturado de forma a evitar ações das maiores empresas de carvão, petróleo e gás do mundo, como a Peabody Energy, ExxonMobil e ConocoPhillips.

Com os preços do petróleo caindo, os principais analistas advertem que as empresas de combustíveis fósseis são um investimento de risco a longo prazo. Com isso, fica mais forte o argumento de que é melhor ivestir no mercado livre de neergias fósseis. O desempenho do FFIUS também mostra que os fundos de pensão e fundações universitárias podem se beneficiar o se juntar ao enorme e ainda crescente movimento de “desinvestimento”, que visa desencorajar o investimento em ações de empresas de combustíveis fósseis que estão contribuindo para as mudanças climáticas.

Leia o texto completo (em inglês).